Uma quinta que continua a funcionar
Quinze hectares entre Ourique e a serra, com duas casas caiadas, uma eira empedrada e trabalho que não pára só porque chegaram hóspedes.
A terra
O monte tem quinze hectares e quase todos eles dão alguma coisa. O olival é o mais antigo e o que dá mais trabalho, seis semanas por ano em que tudo o resto espera. O pomar fica entre as duas casas: figueiras, laranjeiras, limoeiros, romãzeiras, marmeleiros e uma amendoeira que floresce em Fevereiro e que é a coisa mais bonita que aqui acontece no Inverno.
O lago é pequeno, tem juncos e não é para nadar. É onde vêm beber as garças e onde há neblina rasteira até às oito da manhã. Para nadar há a piscina, do outro lado da eira.
Os animais
As galinhas andam à solta de dia e recolhem-se sozinhas ao anoitecer. Os ovos da manhã são de quem os for buscar, e há sempre uma criança a chegar primeiro.
Os burros são dois, na cerca ao lado da eira. Não são de montar. São de escovar, de dar cenouras e de acompanhar num passeio até ao olival, devagar, porque é a única velocidade que lhes interessa.
A oficina
Numa terra a vinte minutos da vila mais próxima, uma oficina não é um luxo: é o que faz a diferença entre um tractor parado uma tarde ou parado três semanas. A nossa tem bancada, torno, macaco, cavaletes, compressor e ferramenta suficiente para quase tudo.
E como está aqui, está aberta a quem cá fica, para uma carrinha que bate, uma mota a precisar de óleo ou uma bicicleta com um raio partido. Não cobramos por isto e não somos oficina licenciada. Somos apenas gente que tem as ferramentas e não vê razão para as guardar.
As casas
São duas, caiadas de branco com a barra azul em volta da base, como se fazia. A Casa Grande tem dois quartos e a cozinha comum, com forno a lenha. A Casa do Lagar tem os outros dois, um deles com porta directa para o lago.
Entre elas fica a eira: pedra, sombra ao fim do dia e a mesa comprida onde toda a gente acaba por jantar.
Como tentamos fazer as coisas
- Água de furo próprio, com contador, sabemos exactamente quanto se gasta e dizemo-lo a quem perguntar.
- Painéis solares para águas quentes nas duas casas.
- Compostagem de todos os restos de cozinha e do jardim; vai para o pomar.
- Azeite, fruta e ovos são da casa. O resto compra-se em Ourique, não no supermercado da auto-estrada.
- Sem plásticos de utilização única nos quartos. Sabão a granel, garrafas de vidro, água da torneira que se pode beber.
Não publicamos números que não medimos. À medida que os contadores forem dando dados de um ano inteiro, ficam aqui.
- Área
- 15 ha
- Casas
- 2
- Quartos
- 4
- Dormem
- 10
- Piscina
- Exterior, Maio–Outubro
- Animais
- Bem-vindos
- Acesso
- 2,8 km de terra batida
- GPS
- 37.7072848, -8.4594077
- RNAL
- 61/AL
Filme de Monte da Portela Nova
Quem vos recebe
Portela Nova
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